Tenho um amigo no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte: Mário Jambo, 49, juiz federal e apreciador de literatura brasileira. Verdade que nunca nos conhecemos, mas há atitudes neste sujeito que não se podem passar desapercebidas.
Falo de sua sentença sobre a Operação Colossus – caçada a uma quadrilha de hackers que aplicava golpes milionários em território nacional – semana passada. Após nove meses de clausura o juiz ordenou que fossem soltos três acusados no processo mediante uma lista com doze exigências, das quais vale citar a obrigação de lerem e resumirem, a cada três meses, dois clássicos da literatura.
Excetuando-se o mérito da liberdade e levando em conta o estado carcerário brasileiro, a atitude do magistrado de direito é de muita valia pois não só incita à leitura mas também promove direta ou indiretamente valores sadios.
Só por curiosidade; as primeiras obras escolhidas pelo juiz foram “A hora e a vez de Augusto Matraga”, conto de Guimarães Rosa e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Defensor incondicional da leitura que sou, divulgo a atitude tão inusitada. Deu na Folha Online, clique aqui para ler na íntegra